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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Meus Textos - Refletindo Sobre a Comunicação


A aula era de Português instrumental, estávamos debatendo o assunto relacionado e língua e códigos linguísticos, em determinado momento a professora fez uma ligação dizendo que o código da língua é composto por falantes e ouvintes, fazendo-nos entender que se não houver uma falante e um ouvinte não existe língua ou linguagem (comunicação). Neste momento minha mente voltou-se a um texto que escrevi um tempo atrás intitulado “As linguagens” onde falava justamente sobre a comunicação e o processo envolvido na comunicação das pessoas e quais as interações a que nosso cérebro passa para receber a informação e interpretá-la, ao refletir sobre isso, comentei com um colega ao lado, que partindo-se desse entendimento talvez poderíamos afirmar que independentemente do idioma as interações psíquicas (mentais) talvez fossem as mesmas na comunicação dos seres humanos, ou seja, como na linguagem temos dois signos linguísticos, o significante (imagem acústica) e o significado (imagem “visual”) poderíamos dizer que as interações psíquicas do cérebro na associação do significante com o significado seja a mesma em qualquer idioma. Exemplo se em português ao comunicar-me com uma pessoa eu digo “Bom Dia” e em inglês eu digo “Good Morning”, apesar de a acústica ser diferente a interpretação do cérebro em relação às interações psíquicas foram às mesmas.

Supondo que as pessoas pudessem se comunicar apenas por interações cerebrais então penso que não seria necessário o significante no processo da comunicação visto que as interações seriam feitas pelo significado, ou seja, de um cérebro de uma determinada pessoa para outra. Visto que não existiriam palavras audíveis sendo pronunciadas, os códigos linguísticos de falante e ouvinte seriam aplicáveis? Em outras palavras, poderíamos classificar esta interação entre os dois cérebros com uma comunicação mesmo não havendo um falante e um ouvinte?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Meus Textos - O Conselho das Trevas (Protótipo do meu Livro)

Sei que preciso melhorar muito ainda na questão do enredo, concordância, prender a atenção do leitor, etc. Mas eis aqui um começo, tenho muito pela frente ainda.

“E em Jerusalém havia a festa da dedicação, e era inverno. “ (João 10:22)

Era noite na cidade de Jerusalém do ano 31 d.c, o vento soprava de forma frígida e assombrosa. Dentro das muralhas da grande cidade, próximo ao palácio dos sacerdotes Anás e Caifás, um grupo de fariseus com largos filactérios e franjas em suas vestimentas custosas reuniam-se em uma casa pequena, rústica e sem muita ventilação. Pretendiam não levantar qualquer suspeita aos moradores da cidade quando ao motivo daquela assembleia. As candeias quase que completamente acesas proporcionavam uma luz tênue e alaranjada aos presentes que começavam a sentar-se em seus respectivos lugares, esperavam ansiosos pela reunião que logo começaria. No interior na casa ouvia-se de maneira clara o som do vento rompendo-se no telhado e nas paredes ocidentais daquele humilde recinto, a lua começava a despontar e clarear a cidade naquela noite de inverno escura e fria.



A cidade de Jerusalém estava em uma época de júbilo nacional em virtude da festa da dedicação, que comemorava o aniversário da dedicação do Templo de Zorobabel, ocorrido aproximadamente dois séculos antes. A festa começava no dia do quisleu e tinha duração de oitos dias, por este motivo as estalagens estavam todas ocupadas de forasteiros das mais variadas regiões circunvizinhas, que vieram diverti-se e manterem viva a lembrança e tradição de seus antepassados.

A fumaça que exalava das candeias agora acessas por completo, dava ao ambiente da assembleia farisaica um cheiro exótico e peculiar. Depois que todos os presentes estavam sentados, o Rabi Ya'akov que estava a liderar a reunião, começa a falar o motivo daquela assembleia solene, apesar da maioria dos presentes já terem imaginado. Na realidade o assunto que seria tratado naquele momento já fora o motivo de outras reuniões naquele mesmo recinto e há algum tempo já importava-os grandemente. Não somente o partido farisaico sentia-se incomodado, mas também outros partidos religiosos judaicos, dentre eles um de seus maiores rivais doutrinários e ideológicos, os saduceus. Todos estavam indignados com um homem cujo os ensinamentos e afirmação era segundo a maioria, pura blasfêmia e totalmente contrário ao aprendizado das escolas rabínicas, que baseava-se no pentateuco, em interpretações dos renomados rabinos da antiga Israel e nas profecias dos santos profetas. Este homem cuja oposição entre os principais partidos políticos e religiosos era crescente, afirmava ser o filho de Deus, que viera sob a incumbência de seu Pai, realizar uma grande obra redentora e universal, proclamava-se como o Salvador da terra que viera tirar os pecados do mundo, mas não enquadrava-se nas interpretações rabínicas que ensinava que o Messias viria como um Rei, um grande libertador de Israel que colocaria ao fim o jugo estrangeiro. Estas e outras circunstâncias e profecias referentes a vinda do Messias acabavam sem a menor sombra de dúvida com a autenticidade das afirmações do homem que era conhecido entre a maioria dos povos como Jesus Nazareno, o filho de José, porém posteriormente entre os seus como Jesus, o Cristo.

Continua...

sábado, 16 de agosto de 2014

Meus Textos - As linguagens

Definimos linguagem ou língua como um sistema de signos linguísticos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. O Signo Linguístico é um elemento representativo com dois aspectos, O significante ou a Imagem Acústica e o significado que é um conceito ou um dado conhecimento sobre o mundo.¹ 

Assim quando uma pessoa fala de um determinado objeto, costumamos associar o som que ouvimos que define o mesmo a uma imagem acústica que temos armazenado em nosso cérebro e associamos essa imagem acústica a um determinado conceito existente no mundo exterior seja ele concreto ou abstrato.

Um bom exemplo disso é o seguinte, quando falamos a palavra Árvore o som da união das sílabas que a formam é associado a uma imagem acústica armazenada em nosso cérebro e outra associação é feita quase que de forma instantânea a uma imagem visual, assim conseguimos entender sobre o que uma a pessoa quer se referir que é um “vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, só se ramifica bem acima do nível do solo ao contrário do arbusto, que exibe ramos desde junto ao solo.”²

Assim como a linguagem que usamos no nosso dia a dia com todas as associações imperceptíveis a que o nosso cérebro passa, a linguagem das escrituras ou do espírito permite-nos buscar em nossa memória espiritual a essência de nossa identidade. Quando damos verdadeira atenção às palavras dos profetas, não apenas como uma mera linguagem ou signos linguísticos, mas com as devidas associações espirituais gravadas no nosso eu eterno, permitimos a nossa mente a oportunidade de concentrar-se a tal ponto que o nosso espírito possa estar em plena comunicação com o Espírito do Senhor e com nossa infância passada. Essa comunicação cheia de emoções pode dar-nos a devida força e esperança para suportarmos todas as provações da vida com o conhecimento de quem realmente somos, o porquê estamos aqui e para onde vamos depois desta vida, esta experiência e o aprendizado a que somos expostos deixam em nossa mente uma impressão duradoura a que chamamos testemunho. 





 Sempre que temos a oportunidade de nos deleitarmos nas palavras do Senhor através da leitura das escrituras, devemos aproveitar este momento como uma oportunidade que temos para aumentarmos a capacidade de transferência do conhecimento ou impressões de nossa memória espiritual para a nossa memória física, expulsando assim o nosso homem natural permitindo assim que nos tornemos santos pela expiação de Cristo, o Senhor. Essa mudança de homem natural para homem santificado pode ocorrer através de nossa disposição de por a prova a palavra de Deus dando a nossa mente tempo suficiente para a devida ponderação das verdades eternas aprendidas ou que queremos aprender.

Existem alguns exemplos antigos e modernos de profetas que tiveram experiências sagradas em momentos de ponderação, Néfi um profeta do Livro de Mórmon após ouvir as palavras de seu pai e Profeta cujo nome era Leí decidiu saber por si mesmo da veracidade das palavras que ouvira, retirando-se para um local reverente, aplicou três princípios importantes para o recebimento de revelação ele “desejou saber se o que o pai dissera era verdade, acreditava que Deus o podia revelar e ponderou sobre as palavras de seu pai, o que aconteceu depois foi um misto de acontecimentos revelados a ele sobre o futuro de seu povo e dos filhos de Deus aqui na terra” (I Néfi 11-14), em outras palavras, devido principalmente à ponderação a sua mente ficou exposta a comunicação espiritual tão necessária para o nosso crescimento rumo a Exaltação no Reino de Deus. Além do profeta Néfi, podemos destacar outros dois exemplos clássicos na história da igreja, o do Profeta Joseph Smith em várias revelações especialmente na primeira visão e a de seu sobrinho Joseph F. Smith na revelação sobre o Reino Celestial registrada em Doutrina e Convênios 138.

Testifico que a leitura das escrituras associada aos três princípios do recebimento de revelação (Desejar, Acreditar e Ponderar) pode trazer-nos consolo em momentos de dificuldade, bem como nos proporcionar uma comunicação direta com o Nosso Pai Celestial, em minha opinião essa seria uma das comunicações ou linguagens mais importantes a que o homem deveria aprender para o seu progresso eterno. O nosso Salvador Jesus Cristo foi o exemplo perfeito dessa estreita comunicação com o nosso Pai Celeste, estabelecendo uma linguagem rica em signos linguísticos espirituais. Que nos esforcemos para estabelecer essa comunicação tão importante é minha oração em nome Sagrado de Jesus Cristo, Amém.

Fonte:
¹ Textos: Leituras e Escritas – Volume Único, Ulisses infante – PP. 11
² Textos: Leituras e Escritas – Volume Único, Ulisses infante – PP. 11

Meus Textos - Como Fortalecer Nosso Testemunho

Ao estudarmos o Livro de Mórmon o primeiro relato que encontramos conta à história de um Profeta Israelita da Tribo de Manasses que viveu a maior parte de sua existência mortal na grande cidade de Jerusalém, este homem chamado Leí tinha um profundo amor pelos de sua pátria e sentia-se profundamente codoído pelas iniquidades de seu povo, este pesar que sentia pelos erros cometidos por seus irmãos fizera-o orar com toda a sinceridade em favor deles, conforme lemos: “(...) enquanto seguia seu caminho, orou ao Senhor, sim, de todo o coração, em favor de seu povo”[1], ao estudarmos esta parte do registro podemos sentir o profundo amor e caridade que ele tinha pelos seus irmãos. Tal amor fizera-o aceitar o chamado do Senhor de pregar arrependimento ao povo de sua cidade, “Portanto quero que saibais que, depois de o Senhor ter mostrado a meu pai, Leí, tantas coisas maravilhosas, sim, referentes à destruição de Jerusalém, eis que este se dirigiu ao povo e começou a profetizar e declarar as coisas que vira e ouvira.”[2] É verdade que boa parte da sua pregação residia no fato da eminente destruição de Jerusalém caso o povo não se arrependessem, mas acredito também que uma parte considerável de seus sermões era direcionado a ensinar ao povo a respeito do sacrifício expiatório do Salvador Jesus Cristo e seu futuro advento afim de organizar a sua igreja e cumprir a lei de Moisés. Por causa de suas pregações serem tão duras contra a iniquidade e consequentemente contra as pessoas que estavam enveredadas neste caminho, ele é perseguido e depois de receber em um sonho uma revelação, foge para o deserto a fim de preservar sua família e cumprir assim a profecia de que o Senhor levaria um ramo da tribo de José para outras terras.

O Profeta Leí foi um grande exemplo de obediência ao Senhor e aos seus mandamentos, realmente não foi fácil ter que abandonar todos os seus bens para vagar pelo deserto em busca de uma terra prometida, enfrentar o sol escaldante daquele deserto tendo como proteção as humildes e comuns tendas daquela região. Creio que as adversidades climáticas não eram fáceis de suporta, mas penso que a incompreensão e rebelião de seus dois filhos mais velhos ante aquela mudança, era o que mais o angustiava nesta jornada. Leí tinha uma profunda fé e também uma prova sobre o motivo daquela mudança, ele tivera uma visão onde testemunhara o ministério e sacrifício do Salvador Jesus Cristo, este fato servira de testemunho para que ele seguisse em frente, em outras palavras foi o seu testemunho que o mantivera firme em meio a todas as adversidades a que foi exposto. Como diz o hino 71 do hinário em português: “Um testemunho é dom de Deus que vem nos confirmar a fé que temos no Senhor e a dúvida afastar”[3] O testemunho afastara de Leí a dúvida e proporcionara-lhe a fé para perseverar na difícil jornada em busca da terra da promissão, diferentemente de seu filhos Lamã e Lemuel que por ausência de um firme testemunho sempre estavam a reclamar das dificuldades e não tinham fé nem compreendiam os mandamentos de Deus. Ao analisarmos estes fatos e identificarmos a importância do testemunho neste caso e em nossas vidas, o que podemos fazer para fortalecer a chama de nosso testemunho de modo que ela nunca se apague? O que podemos fazer para não permitir que a luz proveniente desta chama seja ofuscada pela dúvida e incompreensão dos mandamentos de Deus?

Gostaria de compartilhar com vocês três chaves importantes que ajudam a obtermos um testemunho de Deus e de sua obra e para aqueles que já obtiveram a fortalecer o testemunho adquirido, estas chaves são: A Oração Sincera, A Leitura Diária das Escrituras e o Serviço Abnegado nos Chamados da Igreja.

A Oração Sincera

A oração conforme definido pelo guia para o estudo das escrituras é “uma comunicação reverente com Deus durante a qual a pessoa agradece e pede bênçãos. (...) Os pensamentos também podem ser uma oração, se forem dirigidos a Deus. O cântico dos justos pode ser uma oração a Deus. [4] A oração é uma grandiosa benção dada aqueles que anseiam por cumprir os mandamentos de Deus, através dela podemos expressar gratidão pelas bênçãos adquiridas bem como pedir ao Senhor forças e compreensão sobre os seus desígnios.

A comunicação com Deus abre um canal invisível e real, como um raio poderoso e bem dirigido ilumina a mente do servo humilde e penitente, ao nos colocarmos ante esta luz podemos dissipar as trevas que rodeiam a nossa condição carnal e pecaminosa. A oração é um poder real que permiti-nos sentir o amor de Deus e quase sempre é a primeira chave para obtenção de um testemunho vigoroso da divindade. O Profeta Morôni reconhecendo o papel da oração na obtenção de um testemunho aconselhou-nos “(...) eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai eterno em nome de Cristo, (...) e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo [5]. Para a oração ser sincera é preciso que estejamos dispostos a colocar em prática aquilo que formos compelidos a fazer, se estamos orando sobre determinado assunto ou pedindo uma benção específica, precisamos estar dispostos a agir conforme o nosso pedido. Imaginemos que um homem está desempregado e à procura de um emprego, ele então ora ao Senhor em busca de ajuda, pede ao Senhor que possa abençoá-lo com um emprego, mas depois disto nada faz para consegui-lo. Vocês acreditam que tal homem orou com sinceridade de coração? A atitude por ele demonstrada depois da oração faz-me acreditar que não. Existe uma citação de autor desconhecido que pode claramente representar este princípio “Devemos orar como se tudo dependesse do Senhor e depois agir como se tudo dependesse de nós mesmos.” Eis um bom princípio que podemos aplicar para saber se as nossas orações tem sido tão sinceras quanto possível.

Nas escrituras podemos encontrar vários exemplos verdadeiros de orações sinceras, gostaria de destacar dentre os muitos exemplos à oração do Profeta Joseph Smith quando na ocasião da primeira visão. Naquela manhã de primavera aquele jovem sentiu-se compelido a orar e perguntar a Deus qual de todas as igrejas era verdadeira, ele acreditava firmemente que o Senhor poderia responder-lhe aquela oração, ele se dirigiu ao bosque e ajoelhou-se em meio às folhas e então derramou os sentimentos de seu coração em oração a Deus. O acontecimento seguinte foi milagroso, em resposta àquela oração o próprio Pai Celestial e seu filho Jesus Cristo apareceram àquele jovem. Irmãos e Irmãs, nós precisamos aprender a derramar os sentimentos de nosso coração em oração ao nosso amado Pai Celestial, quando isso fazermos milagres poderão ser vistos diariamente. Gostaria de dar alguns pequenos conselhos que julgo conveniente ao orarmos sinceramente:

1. Concentre-se inteiramente na conversa que estará fazendo.
2. Abra o seu coração e seus sentimentos
3. Fale de maneira calma e reverente
4. Acredite firmemente que o Pai Celestial está ouvindo atentamente sua oração
5. Ouça
6. Não fale ininterruptamente. Pare um pouco de vez em quando e analise seus sentimentos, pensamentos e impressões.
7. Esteja disposto a por em prática aquilo que lhe for pedido.
Existem muitos outros conselhos que seriam aplicáveis para estabelecermos um bom relacionamento com o nosso Pai Celestial, mas acredito que estes são essenciais. Gostaria de falar agora de uma outra importante chave para o fortalecimento de nosso testemunho.

Leitura Diária das Escrituras

As escrituras são uma poderosa ferramenta preparada pelo Senhor para que pudéssemos sentir o seu Espírito mais presente em nossa vida, à exposição a esta companhia divina proporciona uma força espiritual grandiosa. A leitura das escrituras está intimamente ligada à oração, como diz a seguinte citação “Quando queremos falar com o Senhor oramos, mas quando queremos que o Senhor fale conosco estudamos as escrituras.” Quando estudamos as escrituras somos expostos à linguagem do Espírito e através do aprendizado desta linguagem divina podemos melhorar cada vez mais a nossa comunicação com o nosso Pai Celestial, pois a leitura das escrituras prepara a nossa mente e espírito para entendermos os mistérios de Deus. [6]



Gostaria de compartilhar um exemplo de como a leitura das escrituras prepara a nossa mente para entendermos os mistérios de Deus. Esta é a história de Joseph Fielding Smith registrada em Doutrina e Convênios 138, lemos:

“Em três de outubro do ano de mil novecentos e dezoito, sentei-me em meus aposentos meditando sobre as escrituras; E refletindo sobre o grande sacrifício expiatório que foi feito pelo Filho de Deus, para a redenção do mundo; E o grande e maravilhoso amor manifestado pelo Pai e o Filho na vinda do Redentor ao mundo; Para que, por meio de sua obediência aos princípios do evangelho, a humanidade fosse salva. Enquanto estava assim ocupado, minha mente voltou-se para os escritos do apóstolo Pedro aos santos da antiguidade espalhados por Ponto, Galácia, Capadócia e outras partes da Ásia Menor, onde o evangelho fora pregado após a crucificação do Senhor. Abri a Bíblia e li os capítulos três e quatro da primeira epístola de Pedro e, ao ler, fiquei muito impressionado, mais do que havia ficado antes (...). Enquanto refletia sobre essas coisas que estão escritas, os olhos de meu entendimento foram abertos e o Espírito do Senhor repousou sobre mim (...) [7]

Esta passagem nos ensina várias coisas sobre a leitura das escrituras, primeiro que o Profeta Joseph Fielding Smith estava bem tranquilo ao estudar as escrituras, neste caso específico em seu quarto, segundo ele permitia-se refletir sobre as passagens que estava estudando, aparentemente sem qualquer preocupação em terminar logo a sua leitura. Ele estava estudando porque queria aprender algo e não apenas para acatar um pedido de alguém que o convidara a ler ou a cumprir determinada meta. Depois de estudar e meditar a sua mente foi exposta a uma grandiosa manifestação celestial, ele desvenda um mistério até então oculto para os santos desta dispensação. Com isso aprendemos que a leitura das escrituras permiti-nos receber e compreender as respostas de nosso Pai Celestial, algumas das verdades que poderão ser-nos reveladas servirão não só para o nosso benefício, mas também para o benefício daqueles que estão a nosso redor. Assim como a oração, nós precisamos aprender a como melhor estudar as escrituras para que possamos passar por experiências sagradas e espirituais. Precisamos estar dispostos a aprender do Senhor e quando aprendermos colocar em prática tudo o que nos for ensinado e podemos fazer isso através do serviço nos chamados da Igreja.

Serviço Abnegado nos chamados da Igreja

Atento-me agora a falar da última chave para o fortalecimento de nosso testemunho, que é o serviço abnegado nos chamados da Igreja. Todo ou qualquer princípio que aprendemos é para o benefício tanto nosso como daqueles que nos cercam. Se realmente amamos ao Salvador e a sua doutrina estaremos dispostos a vivê-la e ensiná-la ao nosso próximo, tendo em mente de que “(...) quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus [8] Ao servimos nos chamados da Igreja temos a oportunidade de aplicar os princípios aprendidos através da leitura das escrituras e da oração sincera e ao servir de maneira abnegada somos ensinados do alto, aumentarmos consideravelmente o nosso testemunho e ampliamos a nossa visão e entendimento sobre os princípios do evangelho.
Tenho carinho especial para letra do hino 136 ‘Neste Mundo, este hino nos traz um grande convite para que possamos servir ao nosso próximo. No refrão deste hino lemos “Desperta e faz algo mais, não queiras somente sonhar, pelo bem que fazemos a paz ganharemos, no céu que será nosso lar.” Se o nosso desejo é realmente voltar a viver com temos que aplicar os princípios aprendidos através da oração e da leitura das escrituras, precisamos ter o desejo pungente no coração de nos tornarmos instrumentos nas mãos de Deus para realizar a sua obra.

 Testifico que estas três chaves são uma ferramenta poderosa para aumentarmos o nosso testemunho do evangelho de Jesus Cristo, posso testificar isso com toda a clareza, pois tenho visto isso em minha própria vida. Convido-os a utilizarem estas mesmas chaves para adquirirem e fortalecerem o seu testemunho, em nome de Jesus Cristo, amém.

NOTAS
1. 1 Néfi 1:5
2. 1 Néfi 1:18
3. Hino 71 do Hinário em Português
4. GGE, verbete Oração
5. Morôni 10:4
6. Autor desconhecido
7. D&C 138:1-6, 11
8. Mosias 2:17

terça-feira, 29 de julho de 2014

Meus Textos - Fantasmas

Fantasmas são reais, eles existem. Nós o criamos e depois queremos nos livrar deles. Que situação interessante! A mente é a casa dos fantasmas da humanidade. Você mente e desmente para ela, mas ela não pode ser enganada facilmente. Os fantasmas criados hoje e exorcizados amanhã, podem reaparecer depois de amanhã. Eis a realidade pouco conhecida. Qual a arma para destruí-los? A mesma arma que os criou. A humanidade gosta de fantasmas, eles são interessantes. É verdade que alguns são bem sóbrios, mas faz parte da nossa matrix mortal. Fantasmas podem ser criados em uma casa e forçado a morar em outra, mas isso não acontece a menos que o convidemos e abramos a porta de nossa casa.

Existe um grupo denominado “caçadores de fantasmas”, em alguns casos eles são os que mais criam e sofrem com fantasmas. Alguns destes caçadores oferecem a sua casa como abrigo temporário para alguns fantasmas e muitas vezes gostam tantos destes que os acabam adotando. Estudar fantasmas faz com que te tornes um deles. Criar e conviver com fantasmas são o mesmo que aceitá-los? Eu acho que não.

Tem alguns humanos que são criadores tão egoístas que apesar evidenciarem a amizade com algum fantasma não revela seu nome e sobrenome. Nestes casos a única maneira de conhecer esse amigo invisível é cloná-lo. É possível clonar fantasmas que são amigos de outros humanos? É provável que sim ou então teríamos que atribuir a onipresença aos fantasmas. Eu tenho fantasmas, alguns deles são interessantes de se conviver, já passei a conhecê-los e dominar alguns, mas existem outros que são rebeldes. Eu gosto de analisar os fantasmas dos outros, alguns são bem interessantes. Eu acho que chegará um dia que os fantasmas serão eliminados. Mas enquanto isso eu vou me familiarizando com os últimos sobreviventes desta raça invisível.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Meus Textos - Três Jovens e uma Descoberta

Numa estrada remota de um antigo reino três jovens caminhavam sem destino ou rumo em busca de um reino chamado “propósito” quando que de repente avistam algumas marcas estranhas e desconhecidas no meio do caminho. Depois de pensarem um pouco sobre o que poderia ser aquilo, eles tem explicações diferentes sobre o que poderia ter ocasionado aquelas marcas ou a quem pertencia. O primeiro chamado C. S. pensa o seguinte:

- Creio que estas marcas sejam pegadas de alguma pessoa de um reino distante, talvez até mesmo de um príncipe, a forma como estão dispostas as marcas não deixam dúvidas de que sejam pegadas de uma pessoa.

Apesar de não fazer idéia de quem seja à pessoa, sua personalidade ou seus pensamentos C. S. acredita firmemente que aquelas marcas sejam realmente de uma pessoa e vai além disto, ele pensa que talvez a pessoa que deixou aquelas marcas possa ajudá-lo a encontrar o reino que ele tanto procura com os outros dois jovens.

Tentando encontrar uma explicação diferente da que C. S. encontrou e após pouca observação o segundo jovem chamado F. N. tece os seguintes comentários sobre as marcas:

- Acredito que estas marcas não sejam de uma pessoa nem e muito menos de algum animal ou coisa consciente, na realidade não há evidências concretas para se afirmar isto. Estas marcas não passam da ação da natureza a ação do vento por um determinado momento na areia causaram tais marcas.

O terceiro após ouvir as explicações dos outros dois expõe os seus comentários:

- Não há razões para desacreditar que as marcas sejam pegadas de uma pessoa, muito menos para afirma que não sejam. É verdade que são marcas complexas e diante disto é difícil de acreditar que apareceram por acaso ou pelo agir da natureza. Prefiro buscar respostas além, quero questionar um pouco mais.

Depois de muito caminharem acabam encontrando o reino que tanto buscavam e quando chegam à porta principal do reino descobrem que as marcas na realidade eram realmente pegadas de uma pessoa, na realidade pegadas do filho do Rei.

Todos os três jovens ansiavam para entrar no reino, mas logo descobrem que precisam passar por um teste. Foi-lhes apresentado três solados com formatos diferentes, eles teriam que identificar qual dos solados foram responsáveis pela marca que eles haviam visto no caminho. O primeiro por ter observado sinceramente as marcas identificou facilmente o solado e teve permissão para passar para o reino. O segundo por ter sido incrédulo quanto à explicação do primeiro não observou muito e conseqüentemente não escolheu o solado correto. O terceiro apesar de não ter escolhido o solado correto, escolheu o solado que mais se aproximava ao correto, por isso teve oportunidade de habitar num vilarejo distante que fazia parte do Reino.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Meus Textos - Leí, sua família e as viagens navais da antiguidade

Como estamos tratando da possível habilidade de construções de veículos marítimos pelos antigos povos do continente Asiático e arredores, como também da possibilidade de Leí e Néfi terem construído um navio e empreendido viagem rumo a América, precisamos ressaltar que tal empreendimento tem sido cada vez mais comprovado cientificamente, mesmo que imaginemos que isso fosse impossível em tempos remotos. Hoje temos provas praticamente concretas para realizar tal afirmação, e quais seriam essas provas?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Meus Textos - Comentando Afirmações Anti-Mórmons

Este texto tem o intuito de desmentir afirmações anti-mórmons encontradas na comunidade do Orkut “Conspiração não é teoria”. Quando criei este blog (19 de Janeiro de 2010) expus 2 textos, um tinha como tema central a abordagem das doutrinas básicas da Igreja De Jesus Cristo Dos Santos Dos Últimos Dias e o outro a desmistificação das afirmações anti-mórmos de membros da comunidade acima citada. Alguns dias atrás um tópico que continha essas afirmações recebeu alguns comentários o que fez com que este ficasse visível dentre o primeiros tópicos da comunidade, o que suscitou mais uma série de comentários contra a Igreja SUD, todos com o fito de tentar no entendimento de alguns da comunidade expor a doutrinas malignas da Igreja para um rapaz, que se identificava com o nome de [FEC] Edmozer, sendo que este adicionou-me no Orkut para tentar entrar em contato comigo, aproveitei a oportunidade para passá-lo o Link do Blog, no que obtive êxito. Ele então conseguiu expor este link no mesmo tópico a qual tinha as ditas afirmações anti-mórmons. Foi então que para minha surpresa Robson, um rapaz que se diz ex-mórmon o mesmo criador do tópico a 4 meses atrás, criou outro tópico com o título: “[Mormonismo] Falácias de Thiago Lisboa!” Temos como parte introdutória deste o seguinte:

Meus Textos - Respondendo Perguntas e Comentando Afirmações

Este "texto" ainda é fruto dos pensamentos que vieram a minha mente quando estava a participar da comunidade do orkut á alguns meses atrás, nesse responderei algumas perguntas feitas por membros da comunidade sobre Mormonismo e também comentarei algumas afirmações dos mesmos.

Meus Textos - Crenças Básicas do Mormonismo - Regras de Fé

Quando se fala em mormonismo muitos logo pensam: “aquela seita satânica fundada por Joseph Smith”, mas muitos desconhecem que tal afirmação é totalmente equivocada e sem sentido, na realidade muitos até mesmo desconhecem qual o real significado da palavra SEITA, que de acordo com o dicionário quer dizer: ”Grupo cuja doutrina diverge em uma ou mais aspectos de doutrina oficial da religião a que pertence”, Com isso concluímos que qualquer grupo religioso evangélico seja seita, pois “todas” igrejas descende da grande reforma protestante.

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