domingo, 31 de maio de 2026

Meus Textos - Confia no Senhor de Todo o Teu Coração

 Introdução – A Máquina Humana e o Alerta do Cansaço

Irmãos e irmãs, quero começar validando um sentimento que muitos aqui carregam em silêncio, às vezes trancado no quarto ou disfarçado atrás de um sorriso no banco da igreja: o cansaço. E se me permitem, eu gostaria de dar nome às dores que costumamos esconder.

Quero falar, primeiro, com os filhos que sentem a pressão esmagadora de viver os princípios do evangelho enquanto carregam espinhos profundos na carne — seja a luta por um testemunho que ainda não é vigoroso, a complexidade da atração por pessoas do mesmo sexo, ou o peso de desafios mentais silenciosos que se assemelham à depressão.

E falo também com aqueles que acordam todos os dias com a mente exausta, buscando melhorar de vida, procurando trabalho, lidando com a incerteza do amanhã e o medo de não conseguir sustentar a própria família. Falo com quem olha no espelho e se sente cansado de lutar contra as circunstâncias e contra a própria mente.

Quero falar com aqueles que passaram pela dor dolorosa de um divórcio e hoje tentam reconstruir a vida sobre os escombros. Falo também com os que perseveram na fé, mas não têm o cônjuge junto na igreja, sentindo a solidão silenciosa de caminhar sozinhos na jornada espiritual do lar, sem ter com quem compartilhar as coisas sagradas no dia a dia. 

Converso com as mães que criam seus filhos sozinhas, equilibrando a provisão do lar, a educação e o afeto sem ter um companheiro para dividir o peso dos dias longos. Converso com as mães atípicas, que carregam uma jornada dupla, tripla, exaustiva, e que, embora todos ao redor as olhem como fortalezas inabaláveis, vivem em segredo um sentimento profundo e doloroso de impotência. 


E falo com os pais que sentem a falta da união familiar na capela; que precisam lidar, todos os domingos, com o peso e o vazio de ter que sentar sozinhos no banco da igreja, porque seus filhos já não querem mais vir.

Mas esse cansaço também cruza os corredores do nosso ramo. Falo com líderes que sentem que seu fardo é grande demais ao tentar equilibrar fardos tão pesados: responsabilidades familiares, profissionais, educacionais e o serviço no reino, muitas vezes sentindo o gosto amargo de não serem apoiados como precisavam. E falo com os membros que, às vezes, esperam perfeição demais desses líderes, esquecendo-se de que todos aqui somos feitos do mesmo barro imperfeito e precisamos nos apoiar mutuamente, em vez de cobrar uns dos outros.

E meu coração também se volta para aqueles que convivem com a saudade do luto. Pessoas que possuem fé nas promessas eternas, mas que ainda sentem a dor da cadeira vazia, do abraço que faz falta e da ausência que permanece.

Para cada um de vocês, em cada uma dessas realidades, eu repito: o cansaço não é necessariamente falta de fé. Muitas vezes, não é preguiça. Não é desânimo espiritual. É simplesmente um sinal de que algo importante precisa de cuidado.

Na área da saúde existe uma expressão interessante: "fome oculta". É quando alguém tem alimento suficiente, mas ainda assim não recebe os nutrientes necessários para funcionar plenamente. A pessoa come, mas não se nutre. Funciona, mas sem energia. Segue vivendo, mas sempre no limite.

Quando faltam nutrientes importantes, o corpo começa a enviar sinais. A disposição diminui. A memória falha. O raciocínio parece mais lento. Até tarefas simples passam a exigir um esforço enorme. Por fora, tudo parece normal. Mas por dentro, algo essencial está faltando.

E isso me faz pensar que muitas vezes acontece exatamente o mesmo conosco.

O Limite do Próprio Entendimento

Antes de entrarmos diretamente no aspecto espiritual, precisamos falar sobre algo que todos nós usamos o tempo inteiro: a mente. A mente humana é extraordinária, mas ela não foi criada para viver em estado permanente de sobrecarga. Vivemos cercados por notificações, mensagens, notícias, preocupações, cobranças e decisões. Muitas vezes o corpo está sentado em uma cadeira, mas a mente continua correndo de um lado para o outro. Não é difícil perceber os resultados disso.

Ansiedade. Dificuldade de concentração. Irritabilidade. Esquecimento. Uma sensação constante de exaustão.

O mundo moderno nos ensina a acelerar. Deus frequentemente nos convida a aquietar.

E é justamente quando nossas estratégias falham e nossa mente se esgota que a Palavra de Deus nos oferece uma direção segura. Em Provérbios 3:5–6 lemos: "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas."

O que significa não se estribar no próprio entendimento?

Significa parar de tentar carregar sozinho um peso que foi feito para ser colocado aos pés do Salvador. Significa admitir: "Pai, eu não sei como resolver tudo." "Eu não consigo controlar tudo." "Eu preciso da Tua ajuda."

Para a mãe atípica, não se estribar no próprio entendimento significa não se apoiar na solidão ou no medo do diagnóstico do filho.

Para quem se divorciou, significa não calçar os sapatos da rejeição ou focar apenas na dor do fim.

Para quem está sozinho na igreja sem o cônjuge, significa tirar das próprias costas o peso esmagador de tentar salvar e converter o lar pelas suas próprias forças.

Para a mãe solo, significa descansar a mente da cobrança de ter que ser perfeita e da angústia de suprir a ausência de um pai, sabendo que Deus é o juiz das viúvas e o pai dos órfãos.

Para aquele que está desempregado e buscando melhorar de vida, significa não se estribar no desespero das portas fechadas ou no medo da escassez, lembrando que o sustento vem do Senhor e não apenas de um currículo.

Para os pais que choram diante dos bancos vazios na igreja, significa parar de se culpar pelo arbítrio dos filhos e confiar que o amor do Pai Celestial por eles é ainda maior que o seu.

Para os filhos que carregam espinhos na carne, desafios mentais ou crises de identidade e testemunho, significa não aceitar que a dor ou a fraqueza de hoje definam o seu valor eterno.

Para o líder exausto, significa entender que a obra é do Senhor e você é apenas um instrumento — Ele não te chamou para ser um super-herói, mas um servo. E para o membro, significa estender a mão ao líder em vez de apontar o dedo.

E para quem vive a dor do luto, não se estribar no próprio entendimento significa permitir-se chorar a saudade de hoje, sem perder a esperança na promessa do amanhã eterno.

Quando confiamos no Senhor e O reconhecemos em nossos caminhos, recebemos algo que nosso próprio entendimento jamais poderia produzir: direção, paz e alívio.

Muito antes de existir qualquer estudo sobre saúde mental, Deus já havia ensinado um princípio fundamental. Em Salmos 46:10: "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus." Percebam a ordem. Primeiro aquietar. Depois compreender. Primeiro entregar. Depois confiar. O descanso que Deus oferece não é apenas físico. É também mental, emocional e espiritual. É Deus dizendo: "Pare por um momento. Tire esse peso dos seus ombros. Confie em Mim."

E isso não é apenas algo que percebemos na vida moderna. Nossos líderes espirituais também têm falado sobre esse tipo de esgotamento silencioso. Em seu discurso "Como um Vaso Quebrado", o Élder Jeffrey R. Holland ensinou que existem dores emocionais e mentais que não desaparecem simplesmente pela força de vontade. Ele ensinou que mesmo quando nos sentimos quebrados, continuamos nas mãos do Oleiro Divino. Deus não descarta vasos quebrados. Ele os restaura.

E talvez uma das grandes lições de hoje seja justamente esta: O problema não é estar quebrado. O problema é tentar continuar sem cuidado, sem descanso, sem nutrição e sem confiar no Senhor. Assim como um vaso quebrado precisa ser restaurado, a alma cansada também precisa ser nutrida.

O Paralelo Espiritual – A Vitaminose da Alma

Irmãos, tudo o que falamos até aqui nos prepara para compreender algo ainda mais profundo. O espírito também precisa de nutrientes. Assim como o corpo enfraquece quando faltam vitaminas, a alma enfraquece quando negligenciamos aquilo que a aproxima de Deus, que faz com que possamos Confiar nele mais plenamente. 

A Vitamina da Oração – Comunhão

A oração é a respiração da alma. Quando a oração desaparece, a força espiritual começa a diminuir. Em 1 Tessalonicenses 5:17 aprendemos: "Orai sem cessar." Sem oração, a fé continua existindo, mas perde vigor. A oração é a ligação direta entre o coração humano e o Pai Celestial.

A Vitamina das Escrituras – Direção

Assim como o corpo precisa de alimento, o espírito precisa da palavra de Deus. Em Salmos 119:105 lemos: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." Quando nos afastamos das escrituras, a direção espiritual se torna menos clara. Uma fé sem a palavra de Deus é uma fé sem alimento.

O Jejum – Dependência

O jejum nos lembra que dependemos do Senhor. Ele nos ajuda a abandonar o orgulho, a ansiedade e a ilusão de controle. Ele nos ensina que Deus é a fonte da nossa força.

Os Sintomas da Baixa Imunidade Espiritual

Quando essas vitaminas espirituais faltam, os sintomas aparecem. A vontade de vir a igreja diminui. A paciência se enfraquece. A esperança parece menor. E às vezes surge a sensação de que Deus está distante. Mas talvez o problema não seja a distância de Deus. Talvez seja a falta de nutrientes espirituais em nossa própria vida.

Há algum tempo, eu mesmo vivi uma experiência que me ensinou algo importante. Eu estava constantemente cansado, sem disposição e sem entender exatamente o motivo. Foi somente depois de realizar exames que descobri uma deficiência significativa de vitamina D. Aquilo me ensinou uma lição simples, mas profunda. Nem sempre a verdadeira causa de um problema está visível. Às vezes enxergamos apenas os sintomas. Mas a raiz está escondida.

E desde então passei a pensar no sacramento de uma forma diferente. Talvez o sacramento seja também um momento de exame espiritual. Um momento para perguntarmos: "O que está faltando em minha alma?" "Será que preciso de mais oração?" "Será que preciso voltar às escrituras?" "Será que preciso confiar mais e controlar menos?"

Assim como um médico identifica uma deficiência física por meio de exames, o Espírito Santo pode nos ajudar a identificar aquilo que está faltando espiritualmente. 

Irmãos e irmãs, ninguém aqui está espiritualmente cansado porque é fraco. Muitas vezes estamos apenas tentando viver sem os nutrientes espirituais que Deus preparou para nós. E Deus, como um Pai amoroso, não nos condena por isso. Ele nos convida de volta à Sua mesa.

Conclusão – O Convite do Alívio

Irmãos e irmãs, a boa notícia é que o cansaço não é o fim da história. Jesus nunca ignorou os cansados. Pelo contrário. Em Mateus 11:28 Ele declarou: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Ele não disse: "Venham quando estiverem fortes." Ele disse: "Venham cansados."

Esse convite nos chama ao equilíbrio. A cuidar do corpo que Deus nos deu. A Confiar mais Nele. A cuidar da mente que Deus nos concedeu. E a nutrir o espírito que veio Dele. Não adianta cuidar apenas do corpo e abandonar a alma. E também não adianta tentar fortalecer a alma enquanto negligenciamos completamente o corpo. Deus se importa com o todo. Corpo. Mente. E espírito.

Que nesta semana possamos suplementar nossa vida com mais oração, mais confiança, mais escrituras e mais dependência do Senhor. Que possamos reconhecer o Senhor em todos os nossos caminhos e descansar na promessa de que Ele realmente endireitará as nossas veredas. 

Eu sei que Jesus Cristo conhece perfeitamente o cansaço de cada pessoa que está aqui hoje. Sei que Ele vive. Sei que Ele restaura vasos quebrados. E sei que Seu convite continua o mesmo: "Vinde a mim." 

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os que caminhos, e ele endireita

rá as tuas veredas.”

Em nome de Jesus Cristo. Amém.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Outros Textos - Os Milagres e as leis da natureza por James E. Talmage

James E. Talmage
(1862 - 1933)
Foi Apóstolo da Igreja Mórmon

Comumente se considera milagre um acontecimento que se opõe às leis da natureza.

Semelhante conceito é obviamente errôneo, porque as leis da natureza são invioláveis.

Mas, considerando que o conhecimento humano dessas leis está muito longe de ser perfeito, certos acontecimentos parecem opor-se à lei natural quando, ao contrário, concordam estritamente com ela. Toda a constituição da natureza se funda em sistema e ordem; entretanto, as leis da natureza estão graduadas como o estão as leis do homem. A atuação de uma lei superior em qualquer caso particular não destrói a realidade de uma lei inferior. Por exemplo, a sociedade promulgou uma lei que proíbe a qualquer homem apropriar-se da propriedade de outro; entretanto, os representantes da lei freqüentemente se apoderam pela força das posses de seus semelhantes, contra os quais tenha sido feito algum julgamento; e faz-se isso para satisfazer a justiça e não para violá-la. Jeová ordenou: "Não matarás;" e o gênero humano reiterou a lei, prescrevendo castigos pela sua violação. Contudo, a história sagrada testifica que em determinados casos o próprio Autor da Lei ordenou diretamente que se fizesse justiça, tomando a vida humana. Nem o juiz que dita a sentença capital contra um assassino culpado de homicídio, nem o verdugo que executa a disposição, agem contra a lei – "não matarás" mas, ao contrário apóiam esse decreto.

Até certo ponto estamos familiarizados com alguns dos princípios conforme os quais agem algumas das forças da natureza; nenhuma surpresa nos causa vê-los, apesar de uma reflexão mais detida mostrar que até mesmo os fenômenos mais comuns são pouco entendidos. Entretanto, qualquer acontecimento fora do comum é considerado pelos menos entendidos como milagroso, sobrenatural e até contra o natural. Quando profeta Eliseu fez com que o machado flutuasse sobre o rio (Reis 6:5-7), valeu-se de uma força superior à da gravidade. Sem dúvida, o ferro pesava mais que a água; mediante a operação desta força superior, foi apoiado, suspenso, ou de outra maneira qualquer se manteve à flor da água, como se estivesse ali sustido por mão humana, boiando com bóias invisíveis.

O vinho ordinariamente se compõe de quatro quintas partes de água e o resto de uma variedade de compostos químicos, cujos elementos existem abundantemente no ar e na terra. O método comum – o que chamamos de método natural – de combinar adequadamente esses elementos consiste em plantar a uva e cultivar a videira até que o fruto esteja pronto para entregar seu suco à prensa. Mas, por um poder que ultrapassa toda capacidade puramente humana, Jesus Cristo uniu esses elementos na festa de bodas de Canaã (João.2:1-11) e efetuou uma transmutação química dentro das bilhas de água, que resultou na produção do vinho. De igual maneira, quando deu de comer às multidões, por Seu contacto sacerdotal e benção autorizada, a substância dos pães e peixes aumentou, efetuando-se um crescimento que teria demorado meses, seguindo o que consideramos a ordem natural. Na cura dos leprosos, dos paralíticos e dos inválidos, as partes enfermas do corpo foram restauradas de novo ao seu estado normal e são; as impurezas que envenenam os órgãos foram removidas mais rápidas e eficazmente que através de efeito de remédios.

Nenhum observador sincero, nenhuma alma que pensa, pode duvidar da existência de inteligências e organismos que os sentidos do homem não podem perceber sem auxílio. Este mundo é a incorporação material de coisas espirituais. O Criador nos disse que formou todas as coisas em espírito antes de se tornarem temporais. As flores que florescem e morrem na terra são representadas além por flores imperecíveis, belas e perfumadas. O homem foi feito à imagem de Seu Deus; sua mente, apesar de ofuscada por costumes e debilitada por hábitos prejudiciais, ainda é um tipo decaído de pensamento imortal; e apesar de o espaço que separa o humano do divino, quanto a pensamentos, desejos e atos, ser tão imenso como o que há entre o mar e o céu, pois, como as estrelas se elevam sobre a terra, assim os caminhos de Deus superam os do homem, ainda podemos afirmar que o espiritual tem analogia com o temporal. Quando se abriram os seus olhos, o servo de Eliseu viu as hostes de guerreiros celestiais que cobriam as montanhas ao redor de Dotan; homens a pé, carros e homens a cavalo, armados para lutar contra os sírios. Acaso não poderemos crer que o capitão da hoste do Senhor e sua companhia celestial (Jos.6) estavam presentes quando Israel circundou Jericó (Jos.5:13-14) e que ante sua sua atuação sobre-humana, apoiada pela fé e pela obediência do exército mortal, se derrubaram os muros ?

Algumas das realizações mais recentes e mais notáveis do homem, quanto à utilização de forças naturais, vão chegando à categoria de manifestações espirituais. O poder ouvir o tic-tac de um relógio a milhares de quilômetros de distancia; o falar em tom moderado e ser ouvido em todo o continente; enviar sinais desde um hemisfério e ser entendido em outros, apesar de entre eles haver oceanos que se agitam e rugem; trazer os relâmpagos a nossas casas para usá-los como fogo e iluminação; navegar pelo ar e viajar sob a superfície do oceano; fazer com que as energias químicas e atômicas obedeçam a nossa vontade, acaso não são milagres? Sua possibilidade não teria sido aceite com crédito antes que se realizassem. Entretanto, por meio da atuação das leis da natureza, que são as leis de Deus, se efetuam estes e outros milagres.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Meus Textos - Refletindo Sobre a Comunicação


A aula era de Português instrumental, estávamos debatendo o assunto relacionado e língua e códigos linguísticos, em determinado momento a professora fez uma ligação dizendo que o código da língua é composto por falantes e ouvintes, fazendo-nos entender que se não houver uma falante e um ouvinte não existe língua ou linguagem (comunicação). Neste momento minha mente voltou-se a um texto que escrevi um tempo atrás intitulado “As linguagens” onde falava justamente sobre a comunicação e o processo envolvido na comunicação das pessoas e quais as interações a que nosso cérebro passa para receber a informação e interpretá-la, ao refletir sobre isso, comentei com um colega ao lado, que partindo-se desse entendimento talvez poderíamos afirmar que independentemente do idioma as interações psíquicas (mentais) talvez fossem as mesmas na comunicação dos seres humanos, ou seja, como na linguagem temos dois signos linguísticos, o significante (imagem acústica) e o significado (imagem “visual”) poderíamos dizer que as interações psíquicas do cérebro na associação do significante com o significado seja a mesma em qualquer idioma. Exemplo se em português ao comunicar-me com uma pessoa eu digo “Bom Dia” e em inglês eu digo “Good Morning”, apesar de a acústica ser diferente a interpretação do cérebro em relação às interações psíquicas foram às mesmas.

Supondo que as pessoas pudessem se comunicar apenas por interações cerebrais então penso que não seria necessário o significante no processo da comunicação visto que as interações seriam feitas pelo significado, ou seja, de um cérebro de uma determinada pessoa para outra. Visto que não existiriam palavras audíveis sendo pronunciadas, os códigos linguísticos de falante e ouvinte seriam aplicáveis? Em outras palavras, poderíamos classificar esta interação entre os dois cérebros com uma comunicação mesmo não havendo um falante e um ouvinte?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Meus Textos - O Conselho das Trevas (Protótipo do meu Livro)

Sei que preciso melhorar muito ainda na questão do enredo, concordância, prender a atenção do leitor, etc. Mas eis aqui um começo, tenho muito pela frente ainda.

“E em Jerusalém havia a festa da dedicação, e era inverno. “ (João 10:22)

Era noite na cidade de Jerusalém do ano 31 d.c, o vento soprava de forma frígida e assombrosa. Dentro das muralhas da grande cidade, próximo ao palácio dos sacerdotes Anás e Caifás, um grupo de fariseus com largos filactérios e franjas em suas vestimentas custosas reuniam-se em uma casa pequena, rústica e sem muita ventilação. Pretendiam não levantar qualquer suspeita aos moradores da cidade quando ao motivo daquela assembleia. As candeias quase que completamente acesas proporcionavam uma luz tênue e alaranjada aos presentes que começavam a sentar-se em seus respectivos lugares, esperavam ansiosos pela reunião que logo começaria. No interior na casa ouvia-se de maneira clara o som do vento rompendo-se no telhado e nas paredes ocidentais daquele humilde recinto, a lua começava a despontar e clarear a cidade naquela noite de inverno escura e fria.



A cidade de Jerusalém estava em uma época de júbilo nacional em virtude da festa da dedicação, que comemorava o aniversário da dedicação do Templo de Zorobabel, ocorrido aproximadamente dois séculos antes. A festa começava no dia do quisleu e tinha duração de oitos dias, por este motivo as estalagens estavam todas ocupadas de forasteiros das mais variadas regiões circunvizinhas, que vieram diverti-se e manterem viva a lembrança e tradição de seus antepassados.

A fumaça que exalava das candeias agora acessas por completo, dava ao ambiente da assembleia farisaica um cheiro exótico e peculiar. Depois que todos os presentes estavam sentados, o Rabi Ya'akov que estava a liderar a reunião, começa a falar o motivo daquela assembleia solene, apesar da maioria dos presentes já terem imaginado. Na realidade o assunto que seria tratado naquele momento já fora o motivo de outras reuniões naquele mesmo recinto e há algum tempo já importava-os grandemente. Não somente o partido farisaico sentia-se incomodado, mas também outros partidos religiosos judaicos, dentre eles um de seus maiores rivais doutrinários e ideológicos, os saduceus. Todos estavam indignados com um homem cujo os ensinamentos e afirmação era segundo a maioria, pura blasfêmia e totalmente contrário ao aprendizado das escolas rabínicas, que baseava-se no pentateuco, em interpretações dos renomados rabinos da antiga Israel e nas profecias dos santos profetas. Este homem cuja oposição entre os principais partidos políticos e religiosos era crescente, afirmava ser o filho de Deus, que viera sob a incumbência de seu Pai, realizar uma grande obra redentora e universal, proclamava-se como o Salvador da terra que viera tirar os pecados do mundo, mas não enquadrava-se nas interpretações rabínicas que ensinava que o Messias viria como um Rei, um grande libertador de Israel que colocaria ao fim o jugo estrangeiro. Estas e outras circunstâncias e profecias referentes a vinda do Messias acabavam sem a menor sombra de dúvida com a autenticidade das afirmações do homem que era conhecido entre a maioria dos povos como Jesus Nazareno, o filho de José, porém posteriormente entre os seus como Jesus, o Cristo.

Continua...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Minhas Frases - Reflexão

Em muitos momentos gosto de ficar sozinho, pensando sobre a vida, sobre tudo o que nos cerca, sobre os acontecimentos do dia a dia e em muitos desses momentos escrevo algumas frases que me veem a mente. Por isso resolvi fazer uma serie com as frases que escrevo.

Abaixo segue uma das minhas frases sobre reflexão, considero a reflexão algo indispensável para as pessoas, devemos refletir sobre tudo a nossa volta e especialmente sobre nós mesmos.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Verdades Segmentárias Vlog - Segunda Regra de Fé - A Queda - Episódio 3

Neste terceiro episódio da Série "As Regras de Fé" comento a segunda regra de fé dos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias", que é a seguinte: 

"Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão."



 
Link para a leitura de 2 Néfi Capítulo 2

SOBRE O VLOG: O conteúdo a ser postado no Verdades Segmentárias Vlog terá como objetivo principal fazer um trabalho de apologética mórmon, expondo e explicando pontos doutrinários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 

Ressaltamos, no entanto, que os vídeos serão de inteira responsabilidade do autor, não tendo nenhum caráter oficial com relação a religião ou a Igreja. 

Eventualmente outros temas também serão abordados. 

O POR QUE DE UM VLOG COM ESSA TEMÁTICA?A doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou A Igreja Mórmon ainda é muito pouco compreendida e existem muitos pontos doutrinárias que são de exclusividade da mesma. Existem alguns blogs com essa temática internet a fora, mas nunca encontrei um Vlog com essa proposta. Por isso o Verdades Segmetárias Vlog surge com esse objetivo. 

Não é raro encontrarmos entre nossos círculos de amizades, amigos ou mesmo familiares com dúvidas sobre a nossa religião, perguntas tais como: 

O que é o batismo pelos mortos? 
Onde está escrito isso na Bíblia?
O que é o Livro de Mórmon?
Onde ele foi escrito? 
Quem o escreveu?

Perguntas como essas e outras serão respondidas de forma interativa pelo Verdades Segmentárias Vlog.




sábado, 16 de agosto de 2014

Verdades Segmentárias Vlog - Primeira Regra de Fé - A Trindade - Episódio 2

Neste segundo episódio da Série "As Regras de Fé" comento a primeira regra de fé dos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias", que é a seguinte: 

"Cremos em Deus, o Pai Eterno, em seu filho Jesus Cristo e no Espírito Santo."



SOBRE O VLOG: O conteúdo a ser postado no Verdades Segmentárias Vlog terá como objetivo principal fazer um trabalho de apologética mórmon, expondo e explicando pontos doutrinários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 

Ressaltamos, no entanto, que os vídeos serão de inteira responsabilidade do autor, não tendo nenhum caráter oficial com relação a religião ou a Igreja. 

Eventualmente outros temas também serão abordados. 

O POR QUE DE UM VLOG COM ESSA TEMÁTICA?A doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou A Igreja Mórmon ainda é muito pouco compreendida e existem muitos pontos doutrinárias que são de exclusividade da mesma. Existem alguns blogs com essa temática internet a fora, mas nunca encontrei um Vlog com essa proposta. Por isso o Verdades Segmetárias Vlog surge com esse objetivo. 

Não é raro encontrarmos entre nossos círculos de amizades, amigos ou mesmo familiares com dúvidas sobre a nossa religião, perguntas tais como: 

O que é o batismo pelos mortos? 
Onde está escrito isso na Bíblia?
O que é o Livro de Mórmon?
Onde ele foi escrito? 
Quem o escreveu?

Perguntas como essas e outras serão respondidas de forma interativa pelo Verdades Segmentárias Vlog.


Verdades Segmentárias Vlog - Introdução - As Regras de Fé (Episódio 1)

Neste vídeo inicio o verdades segmentárias vlog com uma introdução a primeira série intitulada "As regras de Fé".


SOBRE O VLOG: O conteúdo a ser postado no Verdades Segmentárias Vlog terá como objetivo principal fazer um trabalho de apologética mórmon, expondo e explicando pontos doutrinários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 

Ressaltamos, no entanto, que os vídeos serão de inteira responsabilidade do autor, não tendo nenhum caráter oficial com relação a religião ou a Igreja. 

Eventualmente outros temas também serão abordados. 

O POR QUE DE UM VLOG COM ESSA TEMÁTICA?

A doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou A Igreja Mórmon ainda é muito pouco compreendida e existem muitos pontos doutrinárias que são de exclusividade da mesma. Existem alguns blogs com essa temática internet a fora, mas nunca encontrei um Vlog com essa proposta. Por isso o Verdades Segmetárias Vlog surge com esse objetivo. 

Não é raro encontrarmos entre nossos círculos de amizades, amigos ou mesmo familiares com dúvidas sobre a nossa religião, perguntas tais como: 

O que é o batismo pelos mortos? 
Onde está escrito isso na Bíblia?
O que é o Livro de Mórmon?
Onde ele foi escrito? 
Quem o escreveu?

Perguntas como essas e outras serão respondidas de forma interativa pelo Verdades Segmentárias Vlog.

QUEM SERÁ O AUTOR DOS VÍDEOS DO CANAL?

A pessoa responsável pelos vídeos será Tiago Lisboa Novais, ele tem 23 anos e mora no sudoeste da Bahia, é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias desde os 10 anos de idade. Serviu Missão entre os anos de 2010 a 2012 na Missão Brasil Manaus. 



Outros Textos - O Poder Purificador do Getsêmani - Elder Bruce R. McConkie

Gostaria de compartilhar um discurso muito espiritual e impactante feito pelo Elder Bruce R. McConkie numa conferência geral de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Este discurso fala sobre a Expiação do Salvador Jesus Cristo, um discurso muito esclarecedor. Não me aterei a tecer muitos comentários sobre o mesmo, deixo para aqueles que lerem ou quiserem assistir a tirar suas próprias conclusões.

O Poder Purificador do Getsêmani
Elder Bruce R. McConkie (1915 - 1985)
do quórum dos doze Apóstolos

"Sinto, e o Espírito parece confirmar, que a doutrina mais importante que posso proclamar e o testemunho mais veemente que posso prestar é sobre o sacrifício expiatório do Senhor Jesus Cristo.

Sua Expiação é o evento mais sublime que já ocorreu ou ocorrerá desde a aurora da Criação até a eternidade sem fim. É o supremo ato de bondade e graça que somente um deus poderia realizar. Por meio dele, todos os termos e condições do plano eterno de salvação do Pai tornaram-se operantes. Por meio dele são levados a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem. Por meio dele, todos os homens são salvos da morte, do inferno, do diabo e do tormento eterno.
E por meio dele, todos os que crerem no evangelho de Deus e o seguirem, todos os que forem fiéis e leais e vencerem o mundo, todos os que sofrerem por Cristo e Sua palavra, todos os que forem perseguidos e afligidos por causa Dele, a quem pertencemos — todos se tornarão como seu Criador e se sentarão com Ele em Seu trono e reinarão com Ele para sempre em glória eterna. Para discorrer sobre essas coisas maravilhosas, usarei minhas próprias palavras, embora vocês talvez venham a achar que são as palavras das escrituras ditas por outros apóstolos e profetas.
É verdade que elas foram proclamadas antes por outras pessoas, mas agora são minhas, pois o Espírito Santo de Deus testificou para mim que são verdadeiras, e agora é como se o Senhor as tivesse revelado para mim em primeira mão. Assim, ouvi Sua voz e conheço Sua palavra.
No Jardim do Getsêmani
Há dois mil anos, fora dos muros de Jerusalém, havia um agradável jardim chamado Getsêmani, onde Jesus e seus amigos mais próximos costumavam retirar-se para meditar e orar.
Lá, Jesus ensinava a Seus discípulos as doutrinas do reino, e todos eles entravam em comunhão com Ele que é o Pai de todos nós. Eles estavam engajados em Seu ministério e realizavam Sua obra.
Aquele local sagrado, [assim] como o Éden onde viveu Adão, como o Sinai onde Jeová deu Suas leis, como o Calvário onde o Filho de Deus ofereceu Sua vida como resgate por muitos, é o local onde o Filho sem pecados do Pai Eterno tomou sobre Si os pecados de todos os homens mediante arrependimento.
Não sabemos, não podemos imaginar, nenhuma mente mortal é capaz de conceber a total abrangência do que Cristo fez no Getsêmani.
Sabemos que Ele suou grandes gotas de sangue de cada poro ao sorver do cálice amargo que o Pai Lhe dera.
Sabemos que Ele sofreu, tanto física quanto espiritualmente, mais do que é possível a um homem sofrer, sem que morra.
Sabemos que de alguma forma incompreensível para nós, Seu sofrimento satisfez as exigências da justiça, resgatou das dores e penas do pecado as almas penitentes e pôs a misericórdia ao alcance de todos que crerem em Seu santo nome.
Sabemos que Ele ficou prostrado por terra enquanto as dores e agonias de um fardo infinito O faziam tremer e que Ele desejou não ter que tomar da taça amarga.
Sabemos que um anjo saiu das gloriosas cortes celestiais para fortalecê-Lo nessa provação e supomos que tenha sido o grande Miguel, que caíra no princípio para que o homem mortal existisse.
Se é que podemos estimar, com nossa compreensão limitada, estimamos que essas agonias infinitas — esse sofrimento incomparável — tenham durado cerca de três ou quatro horas.
A Prisão, o Julgamento e a Tortura do Senhor


Depois disso — com o corpo já debilitado e sem energia — Ele ficou cara a cara com Judas e os outros demônios de carne e ossos, alguns do próprio Sinédrio, e foi conduzido com uma corda em volta do pescoço, como um criminoso comum, para ser julgado pelos arquicriminosos: no caso dos judeus, aqueles que ocupavam o assento de Aarão e, no caso dos romanos, aqueles que exerciam o poder de César.
Levaram-No a Anás, Caifás, Pilatos, Herodes e de volta a Pilatos. Ele foi acusado, insultado e agredido. A imunda saliva deles escorreu-Lhe pelo rosto ao mesmo tempo em que golpes perversos enfraqueciam-Lhe o corpo dolorido.
Com juncos, desferiram-Lhe furiosamente golpes nas costas. Seu rosto banhou-se de sangue quando uma coroa de espinhos perfurou Sua fronte trêmula.
Mas acima de tudo, Ele foi açoitado, levou 40 chibatadas menos uma, com um chicote que tinha várias pontas de couro com ossos afiados e metais cortantes nas extremidades.
Muitos morriam apenas com os açoites, mas Ele Se ergueu após o suplício das chibatadas a fim de sofrer uma morte ignominiosa na atroz cruz do Calvário.
Então Ele carregou Sua própria cruz até desfalecer sob o peso, a dor e a agonia crescente de todo aquele padecimento.
Na Cruz

Por fim, num monte chamado Calvário — mais uma vez, fora das muralhas de Jerusalém — sob o olhar dos discípulos impotentes, que sentiam na própria pele a angústia mortal, os soldados romanos O deitaram na cruz.
Com grandes malhos, pregaram cravos de ferro em Seus pés, mãos e pulsos. Ele foi verdadeiramente ferido por nossas transgressões e moído por nossas iniquidades.
Então a cruz foi erguida para que todos vissem, pasmassem, insultassem e escarnecessem. E assim fizeram, com perversidade e malevolência, por três horas, das 9 horas ao meio-dia.
Então os céus escureceram. Trevas cobriram a terra por três horas, como aconteceu entre os nefitas. Houve uma forte tempestade, como se o próprio Deus da natureza estivesse agonizando.
E de fato estava, pois nas três horas em que ainda ficou pendurado, do meio-dia às 15 horas, todas as agonias infinitas e dores inclementes do Getsêmani voltaram.
E, por fim, quando o martírio expiatório chegara a seu doloroso fim — e a vitória fora conquistada e o Filho de Deus cumprira a vontade de Seu Pai em todas as coisas — Ele disse então: “Está consumado” (João 19:30) e voluntariamente entregou o espírito.

No Mundo Espiritual

Quando a paz e o consolo da morte misericordiosa O libertaram das dores e pesares da mortalidade, Ele entrou no paraíso de Deus.
Depois de fazer de Sua alma uma oferta pelo pecado, estava preparado para ver Sua semente, de acordo com as promessas messiânicas.
Tratava-se de todos os santos profetas e santos fiéis do passado; de todos os que tinham tomado sobre si o nome Dele e que, por terem sido gerados espiritualmente por Ele, tinham se tornado Seus filhos e filhas, assim como acontece conosco; todos aqueles estavam reunidos no mundo espiritual, para ver Seu rosto e ouvir Sua voz.
Depois de cerca de 38 ou 40 horas — três dias de acordo com a forma judaica de contar o tempo — nosso Senhor abençoado foi até o sepulcro de Arimateia, onde Seu corpo parcialmente embalsamado fora colocado por Nicodemos e José de Arimateia.
Sua Ressurreição

Então, de modo incompreensível para nós, Ele retomou o corpo que ainda não se deteriorara e ergueu-Se na gloriosa imortalidade que O tornou como Seu Pai ressuscitado.
Assim Ele recebeu todo o poder no céu e na Terra, alcançou a exaltação eterna, apareceu para Maria Madalena e muitos outros e ascendeu ao céu, para lá sentar-Se à mão direita de Deus, o Pai Todo-Poderoso, e reinar para sempre em glória eterna.
Sua vitória sobre a morte no terceiro dia coroou a Expiação. Mais uma vez, de modo incompreensível para nós, os efeitos de Sua Ressurreição se aplicam a todos os homens, a fim de que todos se levantem da tumba.
Assim como Adão trouxe a morte, Cristo trouxe a vida; assim como Adão é o pai da mortalidade, Cristo é o pai da imortalidade.
E sem ambos, a mortalidade e a imortalidade, o homem não pode operar sua salvação e elevar-se às alturas além do céu onde deuses e anjos habitam para sempre em glória eterna.
Conhecimento da Expiação

A Expiação de Cristo é a doutrina mais básica e fundamental do evangelho, e a menos compreendida de todas as nossas verdades reveladas.
Muitos de nós têm um conhecimento superficial e confiam no Senhor e em Sua bondade para que nos ajude a vencer as provações e os perigos da vida.
Mas caso queiramos ter fé como Enoque e Elias, precisamos acreditar no que eles acreditavam, saber o que sabiam e viver como viviam.
Convido-os a unirem-se a mim para adquirirmos um conhecimento sólido e seguro da Expiação.
Devemos deixar de lado as filosofias dos homens e a sapiência dos sábios e ouvir o Espírito que nos é concedido para guiar-nos a toda a verdade.
Precisamos examinar as escrituras, aceitá-las como a mente, vontade e voz do Senhor e o próprio poder de Deus para a salvação.
Ao lermos, ponderarmos e orarmos, receberemos na mente uma visão dos três jardins de Deus — o Jardim do Éden, o Jardim do Getsêmani e o Jardim do Sepulcro Vazio, onde Jesus apareceu para Maria Madalena.
A Criação, a Queda e a Expiação

No Éden, veremos todas as coisas criadas em estado paradisíaco — sem morte, sem procriação, sem experiências probatórias.
Compreenderemos que tal criação, hoje desconhecida para o homem, era a única maneira de ensejar a Queda.
Então veremos Adão e Eva, o primeiro homem e a primeira mulher, saírem de seu estado de glória imortal e paradisíaca para tornarem-se os primeiros humanos mortais da Terra.
A mortalidade, que inclui a procriação e a morte, entrará no mundo. E por causa da transgressão, começará um estado probatório de tribulações e testes.
Então no Getsêmani veremos o Filho de Deus resgatar o homem da morte temporal e espiritual que nos advieram em virtude da Queda.
E, por fim, diante do sepulcro vazio, constataremos que Cristo nosso Senhor rompeu as correntes da morte e Se ergue para sempre triunfante sobre a sepultura.
Assim, a Criação é a origem da Queda, pela Queda veio a mortalidade e a morte, e por Cristo veio a imortalidade e a vida eterna.
Se não tivesse havido a Queda de Adão, por meio da qual advém a morte, não poderia haver a Expiação de Cristo, por meio da qual vem a vida.
Seu Sangue Expiatório

E agora, no que tange a essa Expiação perfeita, realizada com o derramamento do sangue de Deus — testifico que ela ocorreu no Getsêmani e no Gólgota, e no tocante a Jesus Cristo, testifico que Ele é o Filho do Deus vivo e foi crucificado pelos pecados do mundo. Ele é nosso Senhor, nosso Deus e nosso Rei. Isso sei por mim mesmo, independentemente de qualquer outra pessoa.
Sou uma de Suas testemunhas, e um dia sentirei as marcas dos cravos em Suas mãos e em Seus pés e molharei Seus pés com minhas lágrimas.
Mas nesse momento não saberei melhor do que já sei agora que Ele é o Filho Onipotente de Deus, que Ele é nosso Salvador e Redentor e que a salvação vem por meio de Seu sangue expiatório e de nenhuma outra forma.
Que Deus permita que todos nós andemos na luz, já que Deus nosso Pai está na luz, a fim de que, de acordo com as promessas, o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifique de todo pecado.
Subtítulos adicionados; o uso de iniciais maiúsculas, a pontuação e a ortografia foram atualizados.
Nenhuma mente mortal é capaz de conceber a total abrangência do que Cristo fez no Getsêmani.
Os efeitos de Sua Ressurreição se aplicam a todos os homens a fim de que todos se levantem da tumba."



Meus Textos - As linguagens

Definimos linguagem ou língua como um sistema de signos linguísticos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. O Signo Linguístico é um elemento representativo com dois aspectos, O significante ou a Imagem Acústica e o significado que é um conceito ou um dado conhecimento sobre o mundo.¹ 

Assim quando uma pessoa fala de um determinado objeto, costumamos associar o som que ouvimos que define o mesmo a uma imagem acústica que temos armazenado em nosso cérebro e associamos essa imagem acústica a um determinado conceito existente no mundo exterior seja ele concreto ou abstrato.

Um bom exemplo disso é o seguinte, quando falamos a palavra Árvore o som da união das sílabas que a formam é associado a uma imagem acústica armazenada em nosso cérebro e outra associação é feita quase que de forma instantânea a uma imagem visual, assim conseguimos entender sobre o que uma a pessoa quer se referir que é um “vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, só se ramifica bem acima do nível do solo ao contrário do arbusto, que exibe ramos desde junto ao solo.”²

Assim como a linguagem que usamos no nosso dia a dia com todas as associações imperceptíveis a que o nosso cérebro passa, a linguagem das escrituras ou do espírito permite-nos buscar em nossa memória espiritual a essência de nossa identidade. Quando damos verdadeira atenção às palavras dos profetas, não apenas como uma mera linguagem ou signos linguísticos, mas com as devidas associações espirituais gravadas no nosso eu eterno, permitimos a nossa mente a oportunidade de concentrar-se a tal ponto que o nosso espírito possa estar em plena comunicação com o Espírito do Senhor e com nossa infância passada. Essa comunicação cheia de emoções pode dar-nos a devida força e esperança para suportarmos todas as provações da vida com o conhecimento de quem realmente somos, o porquê estamos aqui e para onde vamos depois desta vida, esta experiência e o aprendizado a que somos expostos deixam em nossa mente uma impressão duradoura a que chamamos testemunho. 





 Sempre que temos a oportunidade de nos deleitarmos nas palavras do Senhor através da leitura das escrituras, devemos aproveitar este momento como uma oportunidade que temos para aumentarmos a capacidade de transferência do conhecimento ou impressões de nossa memória espiritual para a nossa memória física, expulsando assim o nosso homem natural permitindo assim que nos tornemos santos pela expiação de Cristo, o Senhor. Essa mudança de homem natural para homem santificado pode ocorrer através de nossa disposição de por a prova a palavra de Deus dando a nossa mente tempo suficiente para a devida ponderação das verdades eternas aprendidas ou que queremos aprender.

Existem alguns exemplos antigos e modernos de profetas que tiveram experiências sagradas em momentos de ponderação, Néfi um profeta do Livro de Mórmon após ouvir as palavras de seu pai e Profeta cujo nome era Leí decidiu saber por si mesmo da veracidade das palavras que ouvira, retirando-se para um local reverente, aplicou três princípios importantes para o recebimento de revelação ele “desejou saber se o que o pai dissera era verdade, acreditava que Deus o podia revelar e ponderou sobre as palavras de seu pai, o que aconteceu depois foi um misto de acontecimentos revelados a ele sobre o futuro de seu povo e dos filhos de Deus aqui na terra” (I Néfi 11-14), em outras palavras, devido principalmente à ponderação a sua mente ficou exposta a comunicação espiritual tão necessária para o nosso crescimento rumo a Exaltação no Reino de Deus. Além do profeta Néfi, podemos destacar outros dois exemplos clássicos na história da igreja, o do Profeta Joseph Smith em várias revelações especialmente na primeira visão e a de seu sobrinho Joseph F. Smith na revelação sobre o Reino Celestial registrada em Doutrina e Convênios 138.

Testifico que a leitura das escrituras associada aos três princípios do recebimento de revelação (Desejar, Acreditar e Ponderar) pode trazer-nos consolo em momentos de dificuldade, bem como nos proporcionar uma comunicação direta com o Nosso Pai Celestial, em minha opinião essa seria uma das comunicações ou linguagens mais importantes a que o homem deveria aprender para o seu progresso eterno. O nosso Salvador Jesus Cristo foi o exemplo perfeito dessa estreita comunicação com o nosso Pai Celeste, estabelecendo uma linguagem rica em signos linguísticos espirituais. Que nos esforcemos para estabelecer essa comunicação tão importante é minha oração em nome Sagrado de Jesus Cristo, Amém.

Fonte:
¹ Textos: Leituras e Escritas – Volume Único, Ulisses infante – PP. 11
² Textos: Leituras e Escritas – Volume Único, Ulisses infante – PP. 11

Meus Textos - Como Fortalecer Nosso Testemunho

Ao estudarmos o Livro de Mórmon o primeiro relato que encontramos conta à história de um Profeta Israelita da Tribo de Manasses que viveu a maior parte de sua existência mortal na grande cidade de Jerusalém, este homem chamado Leí tinha um profundo amor pelos de sua pátria e sentia-se profundamente codoído pelas iniquidades de seu povo, este pesar que sentia pelos erros cometidos por seus irmãos fizera-o orar com toda a sinceridade em favor deles, conforme lemos: “(...) enquanto seguia seu caminho, orou ao Senhor, sim, de todo o coração, em favor de seu povo”[1], ao estudarmos esta parte do registro podemos sentir o profundo amor e caridade que ele tinha pelos seus irmãos. Tal amor fizera-o aceitar o chamado do Senhor de pregar arrependimento ao povo de sua cidade, “Portanto quero que saibais que, depois de o Senhor ter mostrado a meu pai, Leí, tantas coisas maravilhosas, sim, referentes à destruição de Jerusalém, eis que este se dirigiu ao povo e começou a profetizar e declarar as coisas que vira e ouvira.”[2] É verdade que boa parte da sua pregação residia no fato da eminente destruição de Jerusalém caso o povo não se arrependessem, mas acredito também que uma parte considerável de seus sermões era direcionado a ensinar ao povo a respeito do sacrifício expiatório do Salvador Jesus Cristo e seu futuro advento afim de organizar a sua igreja e cumprir a lei de Moisés. Por causa de suas pregações serem tão duras contra a iniquidade e consequentemente contra as pessoas que estavam enveredadas neste caminho, ele é perseguido e depois de receber em um sonho uma revelação, foge para o deserto a fim de preservar sua família e cumprir assim a profecia de que o Senhor levaria um ramo da tribo de José para outras terras.

O Profeta Leí foi um grande exemplo de obediência ao Senhor e aos seus mandamentos, realmente não foi fácil ter que abandonar todos os seus bens para vagar pelo deserto em busca de uma terra prometida, enfrentar o sol escaldante daquele deserto tendo como proteção as humildes e comuns tendas daquela região. Creio que as adversidades climáticas não eram fáceis de suporta, mas penso que a incompreensão e rebelião de seus dois filhos mais velhos ante aquela mudança, era o que mais o angustiava nesta jornada. Leí tinha uma profunda fé e também uma prova sobre o motivo daquela mudança, ele tivera uma visão onde testemunhara o ministério e sacrifício do Salvador Jesus Cristo, este fato servira de testemunho para que ele seguisse em frente, em outras palavras foi o seu testemunho que o mantivera firme em meio a todas as adversidades a que foi exposto. Como diz o hino 71 do hinário em português: “Um testemunho é dom de Deus que vem nos confirmar a fé que temos no Senhor e a dúvida afastar”[3] O testemunho afastara de Leí a dúvida e proporcionara-lhe a fé para perseverar na difícil jornada em busca da terra da promissão, diferentemente de seu filhos Lamã e Lemuel que por ausência de um firme testemunho sempre estavam a reclamar das dificuldades e não tinham fé nem compreendiam os mandamentos de Deus. Ao analisarmos estes fatos e identificarmos a importância do testemunho neste caso e em nossas vidas, o que podemos fazer para fortalecer a chama de nosso testemunho de modo que ela nunca se apague? O que podemos fazer para não permitir que a luz proveniente desta chama seja ofuscada pela dúvida e incompreensão dos mandamentos de Deus?

Gostaria de compartilhar com vocês três chaves importantes que ajudam a obtermos um testemunho de Deus e de sua obra e para aqueles que já obtiveram a fortalecer o testemunho adquirido, estas chaves são: A Oração Sincera, A Leitura Diária das Escrituras e o Serviço Abnegado nos Chamados da Igreja.

A Oração Sincera

A oração conforme definido pelo guia para o estudo das escrituras é “uma comunicação reverente com Deus durante a qual a pessoa agradece e pede bênçãos. (...) Os pensamentos também podem ser uma oração, se forem dirigidos a Deus. O cântico dos justos pode ser uma oração a Deus. [4] A oração é uma grandiosa benção dada aqueles que anseiam por cumprir os mandamentos de Deus, através dela podemos expressar gratidão pelas bênçãos adquiridas bem como pedir ao Senhor forças e compreensão sobre os seus desígnios.

A comunicação com Deus abre um canal invisível e real, como um raio poderoso e bem dirigido ilumina a mente do servo humilde e penitente, ao nos colocarmos ante esta luz podemos dissipar as trevas que rodeiam a nossa condição carnal e pecaminosa. A oração é um poder real que permiti-nos sentir o amor de Deus e quase sempre é a primeira chave para obtenção de um testemunho vigoroso da divindade. O Profeta Morôni reconhecendo o papel da oração na obtenção de um testemunho aconselhou-nos “(...) eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai eterno em nome de Cristo, (...) e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo [5]. Para a oração ser sincera é preciso que estejamos dispostos a colocar em prática aquilo que formos compelidos a fazer, se estamos orando sobre determinado assunto ou pedindo uma benção específica, precisamos estar dispostos a agir conforme o nosso pedido. Imaginemos que um homem está desempregado e à procura de um emprego, ele então ora ao Senhor em busca de ajuda, pede ao Senhor que possa abençoá-lo com um emprego, mas depois disto nada faz para consegui-lo. Vocês acreditam que tal homem orou com sinceridade de coração? A atitude por ele demonstrada depois da oração faz-me acreditar que não. Existe uma citação de autor desconhecido que pode claramente representar este princípio “Devemos orar como se tudo dependesse do Senhor e depois agir como se tudo dependesse de nós mesmos.” Eis um bom princípio que podemos aplicar para saber se as nossas orações tem sido tão sinceras quanto possível.

Nas escrituras podemos encontrar vários exemplos verdadeiros de orações sinceras, gostaria de destacar dentre os muitos exemplos à oração do Profeta Joseph Smith quando na ocasião da primeira visão. Naquela manhã de primavera aquele jovem sentiu-se compelido a orar e perguntar a Deus qual de todas as igrejas era verdadeira, ele acreditava firmemente que o Senhor poderia responder-lhe aquela oração, ele se dirigiu ao bosque e ajoelhou-se em meio às folhas e então derramou os sentimentos de seu coração em oração a Deus. O acontecimento seguinte foi milagroso, em resposta àquela oração o próprio Pai Celestial e seu filho Jesus Cristo apareceram àquele jovem. Irmãos e Irmãs, nós precisamos aprender a derramar os sentimentos de nosso coração em oração ao nosso amado Pai Celestial, quando isso fazermos milagres poderão ser vistos diariamente. Gostaria de dar alguns pequenos conselhos que julgo conveniente ao orarmos sinceramente:

1. Concentre-se inteiramente na conversa que estará fazendo.
2. Abra o seu coração e seus sentimentos
3. Fale de maneira calma e reverente
4. Acredite firmemente que o Pai Celestial está ouvindo atentamente sua oração
5. Ouça
6. Não fale ininterruptamente. Pare um pouco de vez em quando e analise seus sentimentos, pensamentos e impressões.
7. Esteja disposto a por em prática aquilo que lhe for pedido.
Existem muitos outros conselhos que seriam aplicáveis para estabelecermos um bom relacionamento com o nosso Pai Celestial, mas acredito que estes são essenciais. Gostaria de falar agora de uma outra importante chave para o fortalecimento de nosso testemunho.

Leitura Diária das Escrituras

As escrituras são uma poderosa ferramenta preparada pelo Senhor para que pudéssemos sentir o seu Espírito mais presente em nossa vida, à exposição a esta companhia divina proporciona uma força espiritual grandiosa. A leitura das escrituras está intimamente ligada à oração, como diz a seguinte citação “Quando queremos falar com o Senhor oramos, mas quando queremos que o Senhor fale conosco estudamos as escrituras.” Quando estudamos as escrituras somos expostos à linguagem do Espírito e através do aprendizado desta linguagem divina podemos melhorar cada vez mais a nossa comunicação com o nosso Pai Celestial, pois a leitura das escrituras prepara a nossa mente e espírito para entendermos os mistérios de Deus. [6]



Gostaria de compartilhar um exemplo de como a leitura das escrituras prepara a nossa mente para entendermos os mistérios de Deus. Esta é a história de Joseph Fielding Smith registrada em Doutrina e Convênios 138, lemos:

“Em três de outubro do ano de mil novecentos e dezoito, sentei-me em meus aposentos meditando sobre as escrituras; E refletindo sobre o grande sacrifício expiatório que foi feito pelo Filho de Deus, para a redenção do mundo; E o grande e maravilhoso amor manifestado pelo Pai e o Filho na vinda do Redentor ao mundo; Para que, por meio de sua obediência aos princípios do evangelho, a humanidade fosse salva. Enquanto estava assim ocupado, minha mente voltou-se para os escritos do apóstolo Pedro aos santos da antiguidade espalhados por Ponto, Galácia, Capadócia e outras partes da Ásia Menor, onde o evangelho fora pregado após a crucificação do Senhor. Abri a Bíblia e li os capítulos três e quatro da primeira epístola de Pedro e, ao ler, fiquei muito impressionado, mais do que havia ficado antes (...). Enquanto refletia sobre essas coisas que estão escritas, os olhos de meu entendimento foram abertos e o Espírito do Senhor repousou sobre mim (...) [7]

Esta passagem nos ensina várias coisas sobre a leitura das escrituras, primeiro que o Profeta Joseph Fielding Smith estava bem tranquilo ao estudar as escrituras, neste caso específico em seu quarto, segundo ele permitia-se refletir sobre as passagens que estava estudando, aparentemente sem qualquer preocupação em terminar logo a sua leitura. Ele estava estudando porque queria aprender algo e não apenas para acatar um pedido de alguém que o convidara a ler ou a cumprir determinada meta. Depois de estudar e meditar a sua mente foi exposta a uma grandiosa manifestação celestial, ele desvenda um mistério até então oculto para os santos desta dispensação. Com isso aprendemos que a leitura das escrituras permiti-nos receber e compreender as respostas de nosso Pai Celestial, algumas das verdades que poderão ser-nos reveladas servirão não só para o nosso benefício, mas também para o benefício daqueles que estão a nosso redor. Assim como a oração, nós precisamos aprender a como melhor estudar as escrituras para que possamos passar por experiências sagradas e espirituais. Precisamos estar dispostos a aprender do Senhor e quando aprendermos colocar em prática tudo o que nos for ensinado e podemos fazer isso através do serviço nos chamados da Igreja.

Serviço Abnegado nos chamados da Igreja

Atento-me agora a falar da última chave para o fortalecimento de nosso testemunho, que é o serviço abnegado nos chamados da Igreja. Todo ou qualquer princípio que aprendemos é para o benefício tanto nosso como daqueles que nos cercam. Se realmente amamos ao Salvador e a sua doutrina estaremos dispostos a vivê-la e ensiná-la ao nosso próximo, tendo em mente de que “(...) quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus [8] Ao servimos nos chamados da Igreja temos a oportunidade de aplicar os princípios aprendidos através da leitura das escrituras e da oração sincera e ao servir de maneira abnegada somos ensinados do alto, aumentarmos consideravelmente o nosso testemunho e ampliamos a nossa visão e entendimento sobre os princípios do evangelho.
Tenho carinho especial para letra do hino 136 ‘Neste Mundo, este hino nos traz um grande convite para que possamos servir ao nosso próximo. No refrão deste hino lemos “Desperta e faz algo mais, não queiras somente sonhar, pelo bem que fazemos a paz ganharemos, no céu que será nosso lar.” Se o nosso desejo é realmente voltar a viver com temos que aplicar os princípios aprendidos através da oração e da leitura das escrituras, precisamos ter o desejo pungente no coração de nos tornarmos instrumentos nas mãos de Deus para realizar a sua obra.

 Testifico que estas três chaves são uma ferramenta poderosa para aumentarmos o nosso testemunho do evangelho de Jesus Cristo, posso testificar isso com toda a clareza, pois tenho visto isso em minha própria vida. Convido-os a utilizarem estas mesmas chaves para adquirirem e fortalecerem o seu testemunho, em nome de Jesus Cristo, amém.

NOTAS
1. 1 Néfi 1:5
2. 1 Néfi 1:18
3. Hino 71 do Hinário em Português
4. GGE, verbete Oração
5. Morôni 10:4
6. Autor desconhecido
7. D&C 138:1-6, 11
8. Mosias 2:17

terça-feira, 29 de julho de 2014

Meus Textos - Fantasmas

Fantasmas são reais, eles existem. Nós o criamos e depois queremos nos livrar deles. Que situação interessante! A mente é a casa dos fantasmas da humanidade. Você mente e desmente para ela, mas ela não pode ser enganada facilmente. Os fantasmas criados hoje e exorcizados amanhã, podem reaparecer depois de amanhã. Eis a realidade pouco conhecida. Qual a arma para destruí-los? A mesma arma que os criou. A humanidade gosta de fantasmas, eles são interessantes. É verdade que alguns são bem sóbrios, mas faz parte da nossa matrix mortal. Fantasmas podem ser criados em uma casa e forçado a morar em outra, mas isso não acontece a menos que o convidemos e abramos a porta de nossa casa.

Existe um grupo denominado “caçadores de fantasmas”, em alguns casos eles são os que mais criam e sofrem com fantasmas. Alguns destes caçadores oferecem a sua casa como abrigo temporário para alguns fantasmas e muitas vezes gostam tantos destes que os acabam adotando. Estudar fantasmas faz com que te tornes um deles. Criar e conviver com fantasmas são o mesmo que aceitá-los? Eu acho que não.

Tem alguns humanos que são criadores tão egoístas que apesar evidenciarem a amizade com algum fantasma não revela seu nome e sobrenome. Nestes casos a única maneira de conhecer esse amigo invisível é cloná-lo. É possível clonar fantasmas que são amigos de outros humanos? É provável que sim ou então teríamos que atribuir a onipresença aos fantasmas. Eu tenho fantasmas, alguns deles são interessantes de se conviver, já passei a conhecê-los e dominar alguns, mas existem outros que são rebeldes. Eu gosto de analisar os fantasmas dos outros, alguns são bem interessantes. Eu acho que chegará um dia que os fantasmas serão eliminados. Mas enquanto isso eu vou me familiarizando com os últimos sobreviventes desta raça invisível.

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